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Cabo Carvoeiro

A extremidade ocidental selvagem da península de Peniche, com falésias de calcário, a rocha da Nau dos Corvos e as Berlengas no horizonte.

O farol e as falésias de calcário do Cabo Carvoeiro, na Peniche

Na ponta ocidental da península de Peniche, a terra abre-se para uma das costas mais selvagens de Portugal: falésias de calcário branco, rasgadas por ravinas e perfuradas por grutas, com o arquipélago das Berlengas a flutuar no horizonte e um farol solitário a marcar o cabo. Este é o Cabo Carvoeiro, o segundo cabo mais ocidental da Europa continental.

Calcário, tempestades e a Nau dos Corvos

O cabo é um manual de geologia costeira: lajes de calcário erodidas, algares e grutas marinhas, incluindo a gruta da Furninha, onde há vestígios de ocupação humana desde a Idade da Pedra. Mesmo ao largo ergue-se a Nau dos Corvos — uma formação rochosa em forma de cunha, assim chamada pelos corvos-marinhos que ali se reúnem e evocada por poetas portugueses. Mandado construir em 1758 e aceso pela primeira vez em 1790, o farol é um dos mais antigos do litoral; do miradouro avistam-se toda a baía de Peniche e as ilhas da Reserva das Berlengas. A antiga vila piscatória, com o porto, as muralhas e a povoação das salinas de Peniche, é uma das grandes histórias marítimas da costa centro.

O que ver

  • O farol e as falésias do cabo
  • A rocha da Nau dos Corvos e os seus corvos-marinhos
  • Aves marinhas e vistas sobre as Berlengas
  • A ponta ocidental do cabo, voltada para o pôr do sol
  • O porto e a fortaleza de Peniche, a poucos minutos

Informações práticas

O Cabo Carvoeiro fica a cerca de três quilómetros do centro de Peniche, no final da estrada que acompanha o litoral. Use calçado resistente nos caminhos junto à falésia e mantenha-se afastado das zonas sem proteção; pode fazer muito vento em qualquer estação. O cabo é de acesso gratuito a qualquer hora.

Crédito da imagem: Cabo Carvoeiro, por Júlio Reis — CC BY-SA 2.5, via Wikimedia Commons.