Santuário do Cabo Espichel
O santuário de peregrinação do Cabo Espichel, isolado na falésia sobre o Atlântico, e as pegadas de dinossauros aos seus pés.

Na extremidade ocidental da península de Setúbal, onde a terra termina em falésias sobre o Atlântico, ergue-se um dos monumentos mais estranhos e comoventes de Portugal: o Santuário do Cabo Espichel, construído num local de peregrinação e hoje parcialmente esvaziado pelo tempo e pelo vento.
Um santuário de peregrinação
Conta a lenda que, em 1410, a Virgem apareceu no alto da falésia e que Nossa Senhora subiu a encosta íngreme numa mula. As pegadas fossilizadas, na verdade de dinossauros, ainda são apontadas aos visitantes abaixo da Capela da Memória. As multidões de peregrinos cresceram, uma irmandade foi fundada em 1432 e, entre 1701 e 1770, o santuário ganhou a forma atual: a igreja, duas longas alas de hospedarias, os jardins dos peregrinos e a Casa da Água, abastecida por um aqueduto. As grandes peregrinações, ou círios, terminaram com a vida monástica, mas o santuário continua a atrair visitantes nos dias de festa. Os trilhos de dinossauros da Lagosteiros e da Pedra da Mua são monumentos protegidos, perto da vila vizinha de Sesimbra e, mais adiante pela costa, de Cabo da Roca.
O que ver
- A Igreja de Nossa Senhora do Cabo, com o teto pintado
- A Casa dos Círios, as longas hospedarias dos peregrinos
- A Capela da Memória, à beira da falésia
- As pegadas de dinossauros da Lagosteiros e da Pedra da Mua
- O farol e as vistas sobre o mar e a costa da Arrábida
Informações práticas
Chega-se ao Cabo Espichel de carro a partir de Sesimbra, em cerca de 40 minutos, ou de Lisboa, em pouco mais de uma hora. O local está sempre aberto e a entrada é gratuita; a igreja tem um horário de visita limitado. Leve um agasalho corta-vento: o cabo está exposto aos elementos.
Crédito da imagem: Santuário do Cabo Espichel, por Diego Delso — CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.
Experiências


